Estudo aponta falta de remédio em 78% dos Centros de Testagem de IST, destaca Agência Brasil

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Uma parceria entre o Ministério da Saúde e hospitais filantrópicos revelou a falta de medicamentos para prevenir e tratar infecções sexualmente transmissíveis (IST) em 78% dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) no Brasil, de acordo com um censo realizado pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). A pesquisa, que envolveu 535 dos 775 CTAs, mostrou que muitos centros estão desabastecidos de medicamentos essenciais para hepatite B, HPV e doença inflamatória pélvica.

O Proadi-SUS, uma colaboração com seis hospitais filantrópicos, busca reestruturar os CTAs, especialmente para populações vulneráveis. Entre 2021 e 2023, o projeto, com um orçamento de R$ 18 milhões, reestruturou 14 CTAs, promovendo melhorias na oferta de profilaxia pré-exposição (PrEP), vacinação para HPV, e autotestes para HIV, além de otimizar fluxos assistenciais e capacitar 354 trabalhadores.

Resultados incluíram aumento da disponibilidade de autotestes para HIV de 43% para 100% dos CTAs, e do tratamento para sífilis de 85% para 92%. A vacinação para HPV subiu de 80% para 86%, e ações para tuberculose aumentaram significativamente.

O Ministério da Saúde afirma que não há falta de medicamentos, mas que a distribuição é responsabilidade dos municípios. O projeto Proadi-SUS serve como exemplo para possíveis melhorias em outras unidades no país.

 

Fonte: Agência Brasil