ONGs do movimento social de luta contra a Aids da Região Sudeste do Brasil se reuniram em São Paulo para o ERONG Sudeste 2017

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ERONG (Encontro Regional de ONGs Aids), o encontro aconteceu entre os dias 10 e 12 de agosto e teve como tema central discutir a realidade regional e repercussões nacionais envolvendo o HIV/aids.

“A Região Sudeste é a de maior presença no Brasil em números e em repercussão social. Vamos pensar em ações de mobilização para trazer de volta à aids a pauta. Repercutindo em todo o Brasil como forma de forçar o Governo a ter ações concretas e sintonizadas com a realidade que bate à nossa porta”, diz Rodrigo Pinheiro, presidente do Foaesp (Fórum de ONGs Aids do Estado de São Paulo).

De 2007 até julho de 2016, foram notificados 136.945 novas infecções pelo HIV no Brasil, de acordo com o Boletim Epidemiológico de HIV/Aids do Ministério da Saúde. Neste período, 71.396 casos são da Região Sudeste, ou seja, 52,1% das novas infecções do País. A maioria das mortes que tem como causa básica a aids, desde o inicio da epidemia, também aconteceram na Região Sudeste (60,3%). Em 2015, dos 12.298 óbitos por aids, cerca de 33 mortes por dia, 42,8% foram registradas no Sudeste.

Cerca de 70 ativistas de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo estiveram no evento. A programação abordou temas como o cenário sociopolítico, financiamento e diálogos para uma agenda em comum.