Índice de Estigma elaborado pelo Unaids

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Atualmente, 37,9 milhões de pessoas vivem com o vírus HIV no mundo.

No Brasil, o número chega a 966 mil, segundo o Boletim Epidemiológico de 2019, elaborados pelo Ministério da Saúde.

Do total no país, 544 mil têm carga viral indetectável, ou seja, esse grupo não transmite o vírus. E essa é uma das informações que grande parte da sociedade ainda desconhece. Não existe “sobrevida”, e sim “expectativa de vida”, que pode ser tão grande – ou maior – quanto à de um indivíduo soronegativo.

Não existem mais “coquetéis”. O paciente HIV positivo faz a Terapia Antirretroviral (TARV) e toma apenas dois comprimidos, uma única vez ao dia.

O primeiro passo para a luta efetiva contra a desinformação é enfrentar a discriminação relacionada ao vírus. Falar sobre o assunto, identificar as lacunas no diagnóstico e no tratamento e dar um fim ao estigma, podem livrar o mundo da epidemia que já matou milhões de pessoas.

O dado é preocupante e acendeu o alerta das autoridades, que têm reforçado a necessidade de prevenção, de diagnóstico precoce e tratamento. A meta é diminuir expressivamente o índice de novos casos de HIV no Brasil e no mundo.

Para além das estatísticas mencionadas, o Unaids elaborou, pela primeira vez no Brasil, estudo que mensurou os sentimentos de quem vive com HIV. Os medos, as situações de preconceito, de exclusão.

Foram quase 1.800 entrevistados, em sete capitais brasileiras: Manaus (AM), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Recife (PE), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

O questionário é extenso e abordou, também, garantias previstas em lei – que, muitas vezes, são negadas a essas pessoas.